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Vereador de BH é acusado de empregar amiga

Um processo corre na Justiça mineira contra o vereador Alexandre Gomes (PSB) que, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), teria feito uso indevido das atribuições de parlamentar para a obtenção de vantagens pessoais. A 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte moveu uma ação civil pública de improbidade administrativa contra Gomes, que ocupa uma das cadeiras da Câmara Municipal da capital mineira. Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, ele teria usado a influência do seu cargo para conseguir um emprego para uma mulher na Regional Noroeste da Prefeitura de Belo Horizonte.
O vereador e "amiga" se relacionavam pela internet. “Ele teria utilizado o cargo para nomear uma pessoa e ter vantagens pessoais. As mensagens trocadas entre eles [vereador e a mulher] que a gente teve acesso tinham uma conotação sexual”, disse o promotor.
Segundo a ação, Gomes e a mulher teriam se conhecido em meados de 2011, por meio de uma rede social, quando passaram a se relacionar virtualmente. Ainda de acordo com o MPMG, já no fim de daquele ano, as conversas ganharam tom mais “picante”. 
Ainda conforme consta no documento enviado à Justiça, as conversas mudaram de rumo quando o vereador passou a oferecer um emprego à moça. “Em 22 de setembro de 2011, Alexandre Gomes informa a M.C. que conseguiu para esta uma vaga como terceirizada na Regional Noroeste. Em 03 de outubro, o requerido informa que será chamada esta semana. Já no dia 08/10/11, diz que M.C. está recebendo como estagiária, mas a quer como contratada”, afirma a Promotoria.

Segundo o MPMG, em depoimento, a moça contou que o valor do salário combinado com Gomes seria de aproximadamente R$  1,2 mil, entretanto, ela passou a receber cerca R$ 600. Em razão da diferença, ela ganharia, segundo relato à Promotoria, pagamento extra, entregue diretamente pelo vereador.

Nepomuceno explicou que não é possível confirmar se houve relação sexual entre os dois, mas que, nos diálogos, fica claro o registro de encontro entre o político e a mulher na Câmara Municipal depois do horário das 17h.

Ainda de acordo com o Ministério Público, em uma conversa em dezembro, o vereador teria dito que gostaria de “ver os seios” da mulher e, dias depois, prometido a ela um emprego na Câmara.

Segundo a Promotoria, Alexandre Gomes alegou que encaminhou o currículo da mulher para a Prefeitura, pedindo eventual convocação para prestação de serviços de natureza terceirizada.

A ação foi encaminhada à Justiça em setembro e corre na 4ª Vara da Fazenda Municipal de Belo Horizonte. De acordo com a assessoria do Fórum Lafayette, o processo, que está em fase inicial foi distribuído para o juiz Renato Dresch.

G1 entrou em contato, nesta tarde, com o gabinete do vereador, e um assessor informou que o parlamentar não se encontrava e que não havia um posicionamento oficial sobre a denúncia. Em nota, divulgada no início da noite, Alexandre Gomes afirma que acredita não haver "qualquer motivação para a ação proposta pelo Ministério Público"
.Fonte G1

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