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Anderson diz que poderia voltar em 4 meses

Anderson diz que poderia voltar em quatro meses, mas não fará por família

Spider quer curtir mulher, filhos e tocar projetos pessoais

Anderson Silva revelou que lutaria com amigos e colegas de treinos - Jéssica Portassio
Todos que viram a cena de Anderson Silva quebrando a perna no UFC 168 enquanto enfrentava o americano Chris Weidman ficaram impressionados e até mesmo receosos quanto ao futuro da carreira do ex-campeão do Ultimate. Mas, no fim das contas, quem vem impressionando mesmo é o próprio Spider com sua recuperação.
Através das redes sociais, Anderson tem mostrado aos fãs todo seu processo de retomada de treinos. Em entrevista concedida nesta semana a um grupo de jornalistas em São Paulo, o atleta de 38 anos revelou que poderia voltar ao octógono em até quatro meses, mas não fará isso porque quer aproveitar um tempo com a família, além de se dedicar a projetos pessoais.
"Poderia voltar daqui quatro meses, mas não vou. Prefiro ficar mais com a minha família, curtir eles, fazer os meus outros trabalhos de fora da luta e os meus projetos pessoais", disse o Spider.
Nesse intervalo que dará em sua carreira, uma das ocupações de Anderson Silva deve ser ligada ao cinema. O lutador não esconde a paixão e a vontade que tem de atuar como ator. Spider também falou sobre o que espera para o futuro de sua carreira, possíveis adversários, a negativa do UFC ao seu desejo de lutar boxe e revelou que enfrentaria amigos no octógono.
Veja a entrevista abaixo:
Anderson, você ainda vê uma disputa de cinturão na sua carreira?
Claro.
Você tem o desejo de lutar boxe com o Roy Jones Jr. Vai acontecer ou não vai?
É um desejo que tenho, sim. Já há alguns anos. Eu gostaria de fazer, mas na última conversa que tive com Dana e Lorenzo, eles deixaram esse meu sonho muito vago, ou seja, eles falaram que não vai acontecer.
E você chegou a discutir sobre isso?
Uma coisa é você discutir, outra coisa é eles entenderem que isso é meu sonho e que isso tem que acontecer. Eles estão defendendo os interesses deles, com toda a razão, mas me sinto frustrado de não realizar meu sonho.
Você vai participar do camp do Lyoto?
Não vou participar do camp do Lyoto. Ele está com uma equipe muito boa e acho que está fazendo tudo certo. Não participarei, mas vou torcer por ele. É um amigo pessoal, temos uma relação muito boa e vou torcer por ele.
Se o Lyoto conquistar o cinturão, você não disputa o título...
Até eu poder voltar a disputar o título, muita coisa pode acontecer. Esse cinturão ninguém conseguiu ficar com ele mais tempo do que eu. E acho que isso vai acontecer agora. Não tenho a pretensão de lutar com nenhum amigo meu, principalmente o Lyoto, mas se no futuro eu me credenciar para disputar o cinturão de novo e ele estiver com o cinturão, a gente terá que se enfrentar.
A mesma coisa com o Jacaré?
A mesma coisa. É porque é uma coisa que eu bati muito nisso. De não lutar com companheiros de treino, mas parece que não é algo muito recíproco, né? Dentro da Team Nogueira a gente leva isso muito a sério, mas como o Lyoto e o Jacaré não são Team Nogueira, fica muito vaga essa coisa. E nas entrevistas que os dois deram eles deixam claro que lutariam, então eu não posso fazer diferente.
Perguntaram ao GSP se quando ele voltasse, poderia existir uma luta com você. Pra você seria uma boa essa volta com uma luta com o St-Pierre?
Não estou pensando nisso agora. Estou pensando nos meus projetos pessoais. Naquilo que queria fazer há muito tempo longe das lutas e estou conseguindo fazer agora.
O que sua família tem falado sobre o fato de você querer continuar lutando?
Há muito tempo meus filhos e minha esposa não querem mais que eu lute. Eles pedem para que eu pare. E nessa última luta, para eles, foi o fim. Eles acham que eu não devo continuar, mas respeitam todas as decisões que eu tomar e eu decidi esse ano que não vou voltar ainda. Poderia voltar daqui quatro meses, mas não vou. Prefiro ficar mais com a minha família, curtir eles, fazer os meus outros trabalhos de fora da luta e os meus projetos pessoais.
O que te motiva a continuar lutando?
Eu gosto de lutar. Me sinto vivo fazendo isso. Até porque na época que eu comecei não tinha isso. Não tinha glória, dinheiro, glamour... E eu sempre gostei de lutar. É um desafio pessoal. Todo camp, todo o treinamento para algum lutador que você se prepara acaba sendo uma experiência nova. Tenho mais oito lutas no contrato e pretendo fazer as oito. É aquela coisa de gostar. Você tem que gostar e eu gosto muito do que faço.
Você brincou que, a partir de agora, só chutará da cintura pra cima. Existe realmente esse receio com a perna? Ele vai continuar?
Não. Não existe receio. Estou chutando normal. Não estou fazendo nenhum treino de contato, mas estou fazendo chutes no colchonete, já estou fazendo treino técnico de chute normalmente. E um mês depois da minha lesão eu já estava treinando jiu-jitsu.
Você acha que, aos 38 anos, você realmente conseguirá cumprir essas oito lutas do contrato?
Eu tenho 90% de convicção de que vou lutar as oito lutas.
A tensão, a luta e a dor: a derrota de Anderson Silva em 15 imagens - 1 (© Getty)
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Fonte MSN  

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