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Andrés rebate candidato à Presidência do São Paulo

Andrés rebate candidato à presidência do São Paulo: 'Racista'

Carlos Miguel Aidar disse que Itaquera fica em "outro mundo" e provocou ira dos corintianos
Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, ficou nervoso com declarações de são-paulino (© Gazeta Press)
Andrés Sanchez rebateu as declarações de Carlos Miguel Aidar, candidato da situação à presidência do São Paulo. O ex-presidente do Corinthians e responsável por gerir a construção da arena do clube em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, não aceitou as críticas do provável sucessor de Juvenal Juvêncio à sede da abertura da Copa do Mundo e o chamou de racista.

"O Aidar é um preconceituoso. É uma vergonha falar o que ele falou, querendo fazer um apartheid. Ele ofendeu a Zona Leste como um todo e o Corinthians. É um absurdo, um cara que ganha cheque de tudo o que é lugar, que foi presidente da OAB... Foi um irresponsável. Há muitos preconceituosos no Brasil, mas declarados, como ele, é difícil encontrar. Ele é racista", disse Sanchez, à 'TV Gazeta'.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Carlos Miguel Aidar declarou que o futuro estádio corintiano está "cheio de problemas" e pertence à construtora Odebrecht, e não ao clube rival do São Paulo. O que mais enervou Andrés Sanchez, contudo, foi ouvir que Itaquera "é outro mundo, outro país". Ele chegou a desabafar diretamente contra o são-paulino em um encontro em um restaurante.
Sanchez foi além e colocou em questão mais de uma vez o fato de o escritório de advocacia de Aidar prestar serviços à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E adotou um tom de ironia ao comentar a disputa eleitoral do situacionista com Kalil Rocha Abdalla pela presidência do São Paulo. "Como corintiano, estou torcendo para que ele (Aidar) ganhe", zombou.
Antes de citar o nome de Carlos Miguel Aidar, Andrés Sanchez já havia rebatido o comentário de que o estádio de Itaquera não pertencerá ao Corinthians. "Podemos pagar a arena em sei ou sete anos se quisermos - temos receita para isso -, mas existe um prazo de 12. Quem comanda o estádio é o Corinthians. A diferença é que o dinheiro arrecadado vai para o fundo. Por exemplo: sobrando R$ 100, R$ 50 são para amortizar a dívida e R$ 50 ficam com o clube. Isso é para esses babacas pararem de falar que o estádio não é do Corinthians", esbravejou.
Segundo Sanchez, as preocupações financeiras começarão a acabar quando o estádio estiver em funcionamento e em poder do Corinthians. Ele pretende arrecadar de R$ 5 a R$ 8 milhões por jogo ao vender ingressos por um custo médio de R$ 100 a R$ 130. "A variação é de R$ 30 a R$ 1.500. O que vai mudar é o serviço oferecido", afirmou, projetando o valor mais barato para o setor das arquibancadas provisórias, que se tornariam permanentes. O local destinado às torcidas organizadas, que não terá assentos, contará com bilhetes de R$ 40.
"Não tem padrão Fifa b... nenhuma no nosso estádio. Aqui é padrão Corinthians. Padrão de time pobre, humilde. É uma arena para nós, loucos, e para a cidade ter mais um lugar para a realização de eventos", concluiu Andrés Sanchez, que também lamentou a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, vítima de uma queda ao trabalhar na instalação da arquibancada provisória do setor sul do estádio, no sábado.
VEJA AS IMAGENS DA CONSTRUÇÃO DA ARENA CORINTHIANS
Traves e redes instaladas para a estreia do Corinthians treinando no novo estádio (© Reprodução/Facebook/SCCorinthians)
Reprodução/Facebook/SCCorinthians
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Traves e redes instaladas para a estreia do Corinthians treinando no novo estádio Fonte MSN  

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