As favoritas no Rio
Grande Rio, Salgueiro e Mangueira se destacam em uma primeira noite fria de desfiles na Sapucaí
No primeiro dia de desfiles, seis agremiações passaram pela Marquês de Sapucaí
Fonte MSN Carnaval
O Salgueiro foi mais vibrante que Mangueira e Beija-Flor ao falar sobre a criação do mundo, embora tenha perdido gás na metade final do desfile. A escola ainda sofreu com um problema no abre-alas, o que abriu enorme clarão que muito provavelmente custará décimos preciosos para a agremiação.
A noite prometia. A Império da Tijuca, de volta à elite após 16 anos, abriu os desfiles fazendo o “chão tremer” com um samba de refrão forte. Na sequência, a Grande Rio mostrou ter voltado aos bons momentos com uma apresentação de tirar o chapéu. No entanto, a empolgação neste primeiro dia na Sapucaí parou por aí.
Com exceção do Salgueiro, que tem seu público fiel nas arquibancadas e saiu sob os gritos de "É campeão", São Clemente e as sempre cotadas Mangueira e Beija-Flor decepcionaram e não levantaram os presentes. Foi, no geral, uma noite fria, em que a plateia pouco se identificou com as apresentações.
Melhor para quem for se apresentar nesta segunda-feira ou para a Grande Rio, que desponta como favorita por ter tido a melhor performance da noite, podendo, é claro, ser incomodada pela turma do Salgueiro.
A Tricolor de Duque de Caxias, que homenageou a cidade de Maricá sob a visão da cantora Maysa, trouxe inovações e teve arrancada de campeã. O ponto alto foi um homem bala sendo lançado de um canhão logo na comissão de frente.
Antes, a Império da Tijuca não fez um desfile para abocanhar o título, mas, sim, para permanecer na elite. O enredo “Batuk” falava sobre a influência do batuque africano na cultura brasileira. O samba, forte, fez a escola do Morro da Formiga marcar presença e ser uma grata surpresa.
Já a São Clemente, acostumada a sofrer com os rebaixamentos, vai lutar mais um ano para não cair. A escola da zona sul carioca teve problemas com alegorias, deixou buracos e deve penar na mão dos jurados.
Na sequência, Mangueira, Salgueiro e Beija-Flor tiveram desfiles irregulares, mas que não as tiram da possibilidade de surpreender na apuração. Principalmente a escola de Nilópolis, vaiada antes de desfilar por conta da homenagem a Boni, mas que fez um desfile correto, como de praxe, embora mais frio que o habitual.
A Mangueira, que vinha com um samba-enredo badalado, não fluiu da forma que se esperava, alternando altos e baixos com seus carros na estreia de Rosa Magalhães como carnavalesca. O enredo, que falava de festas populares brasileiras, era batido. No fim, uma alegoria teve a cabeça de um pajé decapitada pela torre de TV e deve fazer a Verde e Rosa perder décimos preciosos.
O Salgueiro foi mais vibrante que Mangueira e Beija-Flor ao falar sobre a criação do mundo, embora tenha perdido gás na metade final do desfile. A escola ainda sofreu com um problema no abre-alas, o que abriu enorme clarão que muito provavelmente custará décimos preciosos para a agremiação.


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