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Jornalista desaparecido foi morto por adolescentes.

Jornalista desaparecido foi morto por adolescentes



A Polícia Militar localizou nesta tarde o corpo do jornalista de São Paulo desaparecido desde a última sexta-feira, em Porto Feliz. Os responsáveis pela morte de Celso Mazzieri foram quatro adolescentes, que assumiram o assassinato.

Segundo a polícia, a vítima foi localizada no bairro Bom Retiro, com as mãos amarradas e sinais de enforcamento. O veículo de Mazzieri, um Citroën, foi encontrado pela Polícia Militar no bairro Engenho d'Água, próximo à fazenda Capoava, zona rural da cidade, que fica a 120 km a noroeste da Capital, em um canavial, após denúncia anônima. O carro tinha a placa adulterada com fita adesiva: o número 3 foi transformado em 8. Não havia marca de sangue no local e a chave estava no contato.

Segundo o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), os dois adolescentes, que até então negavam envolvimento com o sumiço do jornalista, confirmaram o homicídio. Equipes do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais de Sorocaba (DIG), voltaram ao município de Porto Feliz e ouviram novamente os garotos e obtiveram não só a confissão do crime, como também descobriram que a ação foi premeditada.

Ainda de acordo com a polícia, um dos rapazes, de 17 anos, era namorado do jornalista e na noite do crime o acompanhava no carro, sentado no banco do passageiro. No banco traseiro, havia outros três meninos, de 15, 16 e 17 anos, todos moradores de um bairro na zona rural do município. Segundo os adolescentes contaram em depoimento, Mazzieri havia prometido a eles participação em comerciais de TV. Revoltados com o não cumprimento das promessas, decidiram matar o jornalista. Para tanto, tinham planejado como fariam. 

No carro, um dos garotos passou uma corda em seu pescoço, enquanto o namorado da vítima puxou o freio de mão para evitar um acidente. Depois que a vítima já não reagia, abandonaram o corpo. Para garantir que ele não sobrevivesse e saísse para pedir ajuda, o amarraram nas mãos com lacre plástico e prenderam a corda em seu pescoço, também com um lacre plástico. De lá, seguiram com o carro a um baile funk em Sorocaba. Ao retornarem, conversaram com um amigo, para deixar o carro na rua onde ele morava. Mais tarde, o mesmo carro foi deixado no canavial.

Após depoimento em que confessaram o crime, os quatro meninos foram levados para a Fundação Casa de Sorocaba.

Desaparecimento

Mazzieri fez o último contato com familiares na noite de sexta-feira, após sair do trabalho, para avisar que iria com um amigo para Porto Feliz. Ele deveria retornar à capital no dia seguinte, mas não o fez. Sem notícias, os parentes iniciaram as buscas e fizeram apelos por informações sobre o paradeiro do jornalista. 

O amigo de Celso, ouvido pela Polícia Civil, disse que ele e mais dois amigos queriam ir a um baile funk na zona norte de Sorocaba e o jornalista se dispusera a levá-los. De acordo com o rapaz, Celso não quis ficar no local e teria se comprometido a buscá-los no fim da festa, às 5 horas, mas não apareceu. 
Trabalho

Mazzieri trabalhava há um mês como funcionário da Rede Brasil, emissora situada em São Paulo. Ele atuava como produtor do programa da apresentadora Nani Venâncio, a quem já prestava serviço há oito meses.


Segundo Amanda Costa, assessora no canal de TV, o jornalista deixou a emissora às 19h30 da última sexta-feira, quando teve o último contato com os colegas de trabalho. De acordo com a assessora, Nani Venâncio, que era mais próxima de Mazzieri, sentiu a falta do colega no sábado à tarde. Ele deveria retornar ao trabalho ontem, dia em que o programa foi ao ar. Durante a atração televisiva, o produtor foi homenageado e o assassinato foi debatido por apresentadores e convidados.

Amanda ressaltou que Celso Mazieri era considerado bom profissional e se relacionava bem com todos os companheiros de trabalho, que lamentaram o ocorrido. Conforme Amanda, a rede Brasil oferece apoio à família do jornalista. 


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