Itajubá-Justiça ouve testemunhas e suspeito de estrangular universitária.
Justiça ouve testemunhas e suspeito de estrangular universitária em MG
Jovem foi morta em construção quando voltava para casa em Itajubá.
Audiência teve início nesta sexta-feira e esperava ouvir 18 pessoas.
O suspeito de cometer o crime chegou ao Fórum de Itajubá por volta das 7h30 escoltados pelos agentes penitenciários. Durante a tarde, foram ouvidos o irmão e o pai do acusado, que disse que no momento do crime o filho estava trabalhando com ele. Durante os depoimentos, Benedito se demonstrou apreensivo. Ele chegou a ser retirado da sala pelo juiz quando interrompeu a fala de uma testemunha, mas depois foi chamado de volta. A mãe de Déborah, Lenísia Magalhães, também prestou depoimento. No entanto, ela preferiu falar sem a presença do acusado na sala do juri.
O homem é o principal suspeito de ter matado a universitária. A jovem foi encontrada sem vida em uma construção no bairro Morro Chique, com marcas de violência física, estrangulamento e estupro.
No inquérito, a Polícia Civil concluiu que Divino matou a estudante. Ele chegou a confessar. “Eu acabei matando a menina”, disse em depoimento aos investigadores. De acordo com os policiais, ele estava preso desde outubro de 2013 por estupro e exames de DNA confirmaram que ele violentou a jovem durante uma saída temporária do presídio.
A advogada de defesa da família de Déborah, Roselli Soglio, contesta a versão policial e acredita em outros elementos no caso. “Algumas provas nos trazem elementos de que havia mais alguém além deste réu, poderia inclusive ter mais de duas pessoas”, comentou.
Durante o depoimento de um investigador da polícia, o réu foi retirado da sala do juiz. Ele tentou se defender e só foi autorizado a retornar na condição de permanecer calado.
Já os familiares da universitária não quiseram dar entrevista, apenas uma tia se manifestou. “Mesmo com o julgamento, é algo que não acaba nunca para a família”, disse Luíza Magalhães.
A jovem estudava sistemas de informação no período noturno na Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e na data do crime saiu mais cedo da aula. Uma câmera de segurança registrou a estudante caminhando sozinha minutos depois. Na época, um andarilho foi preso como suspeito do crime, mas depois foi liberado por volta de provas. Em dezembro, Benedito Mauro Divino foi preso.
Até o final da audiência, 16 pessoas devem ser ouvidas, no entanto, algumas podem ser dispensadas caso a acusação ou a defesa achem desnecessária a participação delas. A previsão é de que os depoimentos terminem ainda nesta sexta-feira.
Reconstituição
O homem apontado como autor do crime chegou algemado e encapuzado ao local. Primeiro ele foi levado até um terreno, ao lado da casa onde o corpo da estudante foi encontrado. Com um gesto, ele simulou como conseguiu entrar na casa. Ele mostrou à polícia que usou um pedaço de madeira para isso, ainda durante o dia.
O homem apontado como autor do crime chegou algemado e encapuzado ao local. Primeiro ele foi levado até um terreno, ao lado da casa onde o corpo da estudante foi encontrado. Com um gesto, ele simulou como conseguiu entrar na casa. Ele mostrou à polícia que usou um pedaço de madeira para isso, ainda durante o dia.
Durante a reconstituição, depois de 45 minutos, começaram as simulações dentro da casa. O local foi iluminado com holofotes e o suspeito mostrou o que aconteceu no andar de cima, onde a jovem foi encontrada morta. Cada gesto do acusado foi acompanhado e registrado pelos peritos.
Uma das funcionárias da Polícia Civil refez o mesmo trajeto que Déborah fez no dia em que foi assassinada. Ela recebeu orientações para subir a rua em direção ao imóvel. Segundo o delegado, a intenção foi cronometrar o tempo que ela levou para caminhar até a construção.
As últimas imagens da universitária mostram quando ela passou pela Avenida BPS, com uma mochila nas costas. Ela se dirigia a casa do pai, que fica próxima a casa onde foi encontrada morta.
Após toda a reconstituição, o suspeito foi algemado, teve os pés acorrentados e foi levado de volta ao presídio da cidade em um carro da Polícia Civil. Ele permanece detido até a conclusão do inquérito.
DNA identificou suspeito
O homem apontado como suspeito do crime está preso desde o mês de outubro, onde já tinha cumprido pena por outros crimes. A Polícia Civil conseguiu chegar até ele porque ele teria estuprado outra jovem dois meses depois de matar Déborah. A perícia fez a comparação de material genético e conseguiu provar a autoria dos dois crimes.
De acordo com a polícia, ele teria matado Déborah durante uma saída temporária de uma semana, próximo ao Dia dos Pais. Já o segundo estupro aconteceu em outubro, quando ele já estava em liberdade condicional. Para o delegado, ele cometeu o crime sozinho.
Família contratou advogada para ajudar nas investigações
A advogada especialista em perícias criminais, Roselle Adriane Soglio, foi contratada pela família da universitária para auxiliar as investigações. Ela já atuou nos casos da menina Isabella Nardoni e do executivo da Yoki, Marcus Matsunaga. De acordo com ela, o suspeito que já está preso é o responsável pela morte da jovem. "O exame de DNA ajudou a polícia a chegar a ele. Isso praticamente finaliza o inquérito, já que o resultado nos dá a certeza de que ele esteve na cena do crime, no entanto, pode surgir mais um autor e mais pessoas podem ser indiciadas", disse.
DNA identificou suspeito
O homem apontado como suspeito do crime está preso desde o mês de outubro, onde já tinha cumprido pena por outros crimes. A Polícia Civil conseguiu chegar até ele porque ele teria estuprado outra jovem dois meses depois de matar Déborah. A perícia fez a comparação de material genético e conseguiu provar a autoria dos dois crimes.
De acordo com a polícia, ele teria matado Déborah durante uma saída temporária de uma semana, próximo ao Dia dos Pais. Já o segundo estupro aconteceu em outubro, quando ele já estava em liberdade condicional. Para o delegado, ele cometeu o crime sozinho.
Família contratou advogada para ajudar nas investigações
A advogada especialista em perícias criminais, Roselle Adriane Soglio, foi contratada pela família da universitária para auxiliar as investigações. Ela já atuou nos casos da menina Isabella Nardoni e do executivo da Yoki, Marcus Matsunaga. De acordo com ela, o suspeito que já está preso é o responsável pela morte da jovem. "O exame de DNA ajudou a polícia a chegar a ele. Isso praticamente finaliza o inquérito, já que o resultado nos dá a certeza de que ele esteve na cena do crime, no entanto, pode surgir mais um autor e mais pessoas podem ser indiciadas", disse.
O caso
O corpo da universitária foi encontrado com marcas de estrangulamento por volta das 17h30 do dia 15 de agosto de 2013 no 2º piso de uma casa em construção na Rua Alameda Esperança, no Bairro Morro Chic. Conforme a polícia, o local fica no caminho que a estudante costumava fazer para voltar para casa. Déborah Oliveira estava desaparecida desde a noite do dia 14, quando saiu da Unifei, onde estudava, e não foi mais vista. Ainda segundo a polícia, há suspeita de que ela tenha sido estuprada.
O corpo da universitária foi encontrado com marcas de estrangulamento por volta das 17h30 do dia 15 de agosto de 2013 no 2º piso de uma casa em construção na Rua Alameda Esperança, no Bairro Morro Chic. Conforme a polícia, o local fica no caminho que a estudante costumava fazer para voltar para casa. Déborah Oliveira estava desaparecida desde a noite do dia 14, quando saiu da Unifei, onde estudava, e não foi mais vista. Ainda segundo a polícia, há suspeita de que ela tenha sido estuprada.
A família já havia feito o boletim de ocorrência informando o desaparecimento da jovem na noite do dia 14, quando ela não chegou em casa. Os familiares ainda tentaram contato com amigos e conhecidos e espalharam cartazes pela cidade com a foto da universitária no dia seguinte.Déborah era aluna do 2º período de sistemas de informação, na Unifei. Segundo depoimentos de amigos à polícia, a estudante deixou a universidade por volta das 21h20, antes do fim da aula. Ela teria dito que iria embora porque estava cansada e resfriada, e deixou o local a pé. Conforme a família, diferente do que estava sendo divulgado antes, Déborah teria saído de seu caminho habitual naquele dia. A região é conhecida como Alameda e à noite é praticamente deserta. Segundo moradores, o local é constantemente frequentado por andarilhos e usuários de drogas.
No momento em que o corpo foi encontrado, um auxiliar de serviços gerais, que antes a polícia acreditava que fosse um andarilho, saía do local. Com ele, os policiais encontraram uma sacola com peças íntimas femininas e uma delas seria de Déborah.

No entanto, diferente do que a polícia acreditava no início, as peças de roupas íntimas encontradas com o suspeito, no momento da prisão dele, não eram da estudante. No final de setembro, cerca de 40 dias após o crime, uma calcinha foi encontrada pela polícia no bolso do casaco que a vítima usava no dia em que foi morta. O principal suspeito do crime no início das investigações, um auxiliar de serviços gerais, ficou preso por 43 dias. Ele foi solto por falta de provas. Fonte G1 Sul de Minas




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