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Fábricas do setor automobilístico demitem mais de 300 no Sul de MG

Crise no setor automobilístico causa demissões e férias em massa no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)

Segundo sindicato, demissões são reflexo da crise do setor no Brasil.
Empresas de Varginha e Pouso Alegre demitiram funcionários recentemente.

A crise no setor automobilístico começa a afetar o Sul de Minas. Em Pouso Alegre e Varginha, empresas de autopeças já demitiram mais de 300 funcionários e anunciam férias coletivas. O sindicato do setor na região afirma que ainda há expectativa de mais demissões em Ouro Fino. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a crise no setor já é considerada a pior dos últimos seis anos no Brasil.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, que atende outros 12 municípios da região, somente em uma indústria especializada na montagem de cabines de caminhões, instalada em Pouso Alegre, foram 185 demissões recentemente.
Marcelo Sousa trabalhou como inspetor de manutenção por quase cinco anos na empresa. Ele fez o exame demissional nesta segunda-feira (11) e afirma que não tinha enfrentado um momento tão ruim no setor. "A demanda de trabalho pra gente caiu muito, vindo a ocorrer os cortes, uma demissão praticamente em massa", explica.
Também ex-funcionário da empresa e desempregado há três meses, João Bispo dos Santos decidiu montar o próprio negócio após ser dispensado da função de preparador de tintas automotivas. "Dimuíram a contigência de salários altos, supervisores, encarregados de produção, [pegou] todo mundo mesmo", comenta sobre as demissões.
Em Varginha, uma multinacional que atende fabricantes de veículos já procurou o Ministério do Trabalho pedindo férias coletivas para 200 funcionários. Outros 150 já foram demitidos desde o começo do ano.
Crise no setor automobilístico causa demissões e férias em massa no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)
O presidente do sindicato dos metalúrgicos, Francisco Pereira dos Santos, afirma ainda que há previsão de mais demissões nas empresas da região, uma delas em Ouro Fino. "Dentro de 10 a 15 dias devem ter demissões e estamos aí negociando uma forma de causar menos prejuízo aos trabalhadores", disse.
O presidente da regional sul da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) afirma que a crise no setor preocupa. "Como o mercado está muito ruim, as concessionárias não conseguem 'botar o estoque pra fora', não conseguem vender, a exportação está baixa, a situação [fica] absurda. Isso é um mal pra indústria, a falta de arrecadação no Estado, e mais importante de tudo, [afeta] o trabalhador e as famílias dos trabalhadores mineiros", destaca Ari Novaes.
Crise automobilística
Segundo a Anfavea, a previsão para este ano é de queda de 13,2% na venda de veículos em comparação com o ano passado, o pior resultado desde 2008.
Somente na unidade da Fiat em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), 2 mil metalúrgicos da linha de produção entraram em férias coletivas, a segunda vez só neste ano.

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