Pesquisa aponta alta de mais de 20% na cesta básica em Poços, MG
Uma pesquisa divulgada pelo Procon de Poços de Caldas (MG) mostra que produtos dos setores de alimentação, higiene e carnes tiveram aumento de 20% nos supermercados da cidade. A notícia fez a semana começar mais amarga para alguns consumidores.
O que mais tem pesado no orçamento são as carnes. Dos 12 tipos pesquisados pelo órgão de defesa do consumidor, 9 aumentaram de 4,6% para até mais de 20%. Um dos cortes mais vendidos para a refeição do dia a dia do brasileiro ou para o churrasco no fim de semana teve alta de quase 15%. O contrafilé também subiu 14,79%. A costela bovina ficou 22,5% mais cara.
Já quem não abre mão do arroz com feijão também lamenta os preços mais altos. A combinação, indispensável na mesa de muitos brasileiros, ficou 14% mais cara. O extrato de tomate também subiu 14%. “Antes eu fazia um quilo de feijão por semana, agora passei a fazer só meio quilo”, disse a costureira Vera Lúcia Amaral.
Higiene e limpeza
Entre os 12 produtos de higiene e limpeza analisados, nove estão mais caros. Na comparação entre os meses de abril de 2014 e abril deste ano, por exemplo, o desinfetante de meio litro subiu 19%. “O jeito é substituir. Eu compro a água sanitária no lugar”, disse Vera Lúcia.
No entanto, o produto também subiu 13,95%. “Não tem como ficar sem, porque é um produto que usamos no dia a dia e está cada dia aumentando mais”, disse a costureira.
Cesta básica está cerca de 20% mais cara em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)E como já era de se esperar, a alta no preço dos alimentos chegou aos restaurantes. Comer fora está mais caro. A inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (PICA), divulgada na última semana, revelou que comer em um restaurante está 1,19% mais caro em relação ao mês de março. Já no acumulado de 12 meses, de abril de 2014 a abril deste ano, o aumento é de 3,73%.
Quem também faz apenas um ‘lanchinho’ fora de casa tem que preparar o bolso. Esse tipo de refeição ficou 0,62% mais caro em relação a março deste ano. Fonte G1 Sul de Minas
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