Delfinópolis entra em estado de alerta por notificações de casos de dengue
Com 7 mil habitantes, este ano cidade já registrou 57 casos suspeitos.
Com poucos agentes, prefeitura contratou novos para combater focos.
Delfinópolis (MG) entrou em estado de alerta pelo número de notificações de casos suspeitos de dengue. Este ano já são 57 casos, e como a cidade tem pouco mais de 7 mil habitantes, proporcionalmente ela entra na faixa de alerta. A situação se torna mais preocupante porque o número de agentes de combate a endemias na cidade ainda é pequeno para a operação no município.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, se o município tiver até 100 casos da doença por 100 mil habitantes, é considerado de baixa incidência de epidemia. De 101 a 300 casos, média incidência, e acima de 301, alta incidência.
Considerando os números de acordo com a realidade de Delfinópolis, que tem cerca de 7 mil habitantes, para estar dentro do quadro de alta incidência basta que a cidade tenha 21 casos de dengue, mas esse ano o município já teve mais que o dobro de notificações (57).
O fato do município ser turístico também gera preocupação. "Pedir para que cada um tenha a consciência de se proteger, de evitar que alguém que já esteja com o vírus da dengue ou da zika transmitir aqui no nosso município", pediu o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Andrade.

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Dificuldades
Mesmo com o problema, o município ainda enfrenta dificuldades pra combater o mosquito transmissor da doença, já que não tem agentes suficientes na cidade para realizar as operações.
Mesmo com o problema, o município ainda enfrenta dificuldades pra combater o mosquito transmissor da doença, já que não tem agentes suficientes na cidade para realizar as operações.
"Nós estamos com dificuldade no momento com os agentes de endemia, que a gente está só com 7, e estes agentes que têm que jogar esse bloqueio, e os agentes de saúde estão fazendo mais a parte de mobilização, não estão removendo mesmo os focos", explica Gleicielen Rosa, coordenadora de epidemias do município.
Pra tentar suprir essa carência, a prefeitura contratou mais 12 agentes de saúde. Todos os dias eles levam informações aos moradores.
Já os agentes de epidemiologia fazem o trabalho de bloqueio, aplicando um remédio que mata o mosquito nos bairros onde há notificações da doença. As equipes trabalham de segunda-feira a sábado, quando haverá ainda um mutirão.

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